Publicado em 29/05/02/012 no Valor Econômico. Por João Villaverde.
Governo Dilma não aceitou sugestões de Pochmann nem de Moreira.
A presidente Dilma Rousseff deve optar por uma terceira via para a sucessão de Márcio Pochmann na presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Diante do impasse criado pelo veto de Pochmann ao nome que seria a sucessão natural e era dado como certo, o assessor especial da Secretaria de Assuntos Estratégicos, à qual o Ipea é subordinado, economista Ricardo Paes de Barros, e a indisposição da presidente Dilma Rousseff de nomear sugeridos por Pochmann, ganha força na Presidência a indicação do economista José Luis Oreiro. O nome do economista da Universidade de Brasília (UnB) foi sugerido a Dilma na semana passada pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
Além de endossar a indicação, Aldo Rebelo também deve tratar do assunto entre hoje e amanhã com o vice-presidente Michel Temer, de forma a aproximar Oreiro do partido de Moreira Franco, o PMDB. A bancada do PMDB na Câmara dos Deputados, liderada por Henrique Eduardo Alves, convidou Oreiro para uma reunião amanhã no Congresso. Além do PC do B de Rebelo e do PMDB, Oreiro também se aproxima do PT. Ontem, o economista participou de jantar com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), no Rio de Janeiro. Outro aliado de Oreiro é o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Na área econômica pesa também a favor de Oreiro o apoio da economista Gina Paladino, que foi diretora da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e é próxima de Luciano Coutinho, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Leia a íntegra do "Oreiro ganha apoio de partidos para presidir Ipea" no link:
http://www.valor.com.br/politica/2680498/oreiro-ganha-apoio-de-part...
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