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No Valor Econômico: "Indústria de SP reduz nível de emprego e segura a alta da folha de pagamentos"

Publicado em 13/06/2012 no Valor Econômico. Por Aricia Martins.


Estado com indústria diversificada e mão de obra cara, São Paulo está ajustando com mais força o emprego nas fábricas por meio de demissões, mas sem mexer na remuneração dos funcionários. Entre janeiro e abril, período em que a ocupação industrial no país encolheu 0,9% sobre o mesmo período de 2011, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes) do IBGE, o pessoal ocupado na indústria paulista recuou 3,2%, principal impacto negativo no resultado geral.

Nos 12 meses encerrados em abril, enquanto a folha de pagamento real da indústria avançou 3,8%, em São Paulo a alta foi de apenas 0,69%, menor variação entre os Estados analisados. Em abril, a redução do emprego na indústria também foi puxada por São Paulo, com queda de 3,6% frente a igual mês de 2011. Na média, o tombo foi menor, de 1,4%.

Para economistas, o quadro mais negativo para o emprego nas fábricas do Estado reflete tanto a presença de mais setores no parque industrial paulista como custos maiores que o segmento local enfrenta para produzir, com destaque para a mão de obra. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o salário de admissão na indústria paulista, de R$ 1.311 em abril, é o segundo maior do país, atrás apenas do Rio.

Como a indústria atravessa uma crise geral, e não de setores específicos, o Estado com indústria mais estruturada reflete mais esse quadro, diz Júlio Gomes de Almeida, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o número de funcionários caiu em 12 dos 22 setores pesquisados na indústria paulista no primeiro quadrimestre do ano, sobre igual período de 2011.

De janeiro a abril, a produção paulista ficou 5,1% menor do que no mesmo período do ano passado, de acordo com o IBGE, retração também maior que os 2,8% da média geral. Para Fabio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores, o custo operacional maior explica os resultados piores em São Paulo, mais do que a diversificação do parque industrial. Em São Paulo, o aluguel, os serviços e principalmente os salários são mais caros. As indústrias paulistas estão padecendo na frente.

Com pressão de custos e produção parada, diz Silveira, o ajuste inicial a ser feito pela indústria é no emprego, e não nos salários, já que alguns segmentos sofrem com falta de mão de obra qualificada. Os números paulistas, de acordo com ele, são uma antessala do que deve acontecer com o dado nacional daqui em diante, quando as expectativas de melhora na produção podem ser novamente frustradas por retomada da economia mais lenta que o antecipado.

Hiroyuki Sato, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), acredita que a queda de 0,5% na ocupação do setor entre janeiro e abril, segundo dados da entidade, poderia ser maior sem o receio dos empresários em perder funcionários treinados.


Leia a íntegra do "Indústria de SP reduz nível de emprego e segura a alta da folha de pagamentos" no link:

http://www.valor.com.br/brasil/2711290/industria-de-sp-reduz-nivel-...

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Tags: Economia do Trabalho, Relações do Trabalho

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