Publicada em 31/07/2010 pelo O Tempo.
A portaria 1510, que determina que as empresas que adotam o ponto eletrônico passem a utilizar um novo instrumento que imprima um comprovante do registro do ponto, continua a gerar polêmica. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, se encontrou com o presidente Lula para tratar do assunto. Após o encontro, Andrade aguarda a criação de uma comissão para se discutir o problema. Caso não haja um consenso, assim como aconteceu em São Paulo, empresas mineiras podem apelar à Justiça.
"Defendemos a suspensão do ponto, que desagrada ao empresário e ao trabalhador. O custo para a instalação da máquina e do software é de R$ 6 bilhões", observa Robson Andrade, reforçando que o novo ponto vai gerar filas enormes de trabalhadores na entrada e na saída.
Conforme informou o advogado do conselho de relação do trabalho da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Osmani Teixeira de Abreu, embora 100% das empresas sejam contra a portaria, elas aguardam que Lula altere as regras. "Por isso, aqui em Minas, não tenho notícia que empresas tenham entrado na Justiça, pois aguardam uma alteração vinda de Brasília", afirmou o advogado, mas salientando que, se não houver mudanças, as empresas do Estado não terão outra alternativa. O novo ponto eletrônico será obrigatório a partir de 25 de novembro.
Dimep Fabricante teme que falte produto
De acordo com o vice-presidente da Dimep, uma das fabricantes certificadas pelo Ministério do Trabalho para comercializar o novo ponto eletrônico, Dimas de Melo Pimenta, a empresa se adequou às novas regras.
Ele garante que a Dimep já está comercializando os produtos que atendem à portaria e que ela está se preparando para atender a demanda. A preocupação é de que os usuários deixem para comprar seus equipamentos próximo à data limite, o que poderá prejudicá-los, visto que existe a possibilidade de faltar o produto na época , ressalta. (TS)
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