Publicado em 09/06/2012 no O Estado de S. Paulo. Por Marcelo Rehder.
Para sindicalistas, medida abre espaço para aumento real dos salários e maior participação dos trabalhadores nos lucros das empresas.
Sindicatos de trabalhadores vão usar os benefícios da desoneração da folha de pagamentos, que começa a valer no mês que vem, como munição para buscar a ampliação dos ganhos reais nas negociações salariais do segundo semestre. Além da contrapartida de manutenção ou ampliação do emprego, os sindicalistas acreditam que a medida pode permitir aumentos mais generosos nos salários, já que o custo de produção das empresas tende a ser menor e o lucro, maior.
Anunciada em abril,dentro do pacote de medidas do governo para aumentar a competitividade do produto brasileiro, a desoneração beneficia empresas de 15 setores intensivos em mão de obra,como plásticos, autopeças, têxtil e confecções. Elas deixarão de pagar contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de salários, que passará a ser de 1% a 2,5% do faturamento.
A mudança vai representar redução de R$ 7,2 bilhões por ano no desembolso global das empresas incluídas no programa, estima o governo.
Para 2012,a economia será de R$ 4,9 bilhões.
"Queremos um pedacinho desse bolo", diz Sérgio Luís Leite, presidente da Federação dos Químicos e Farmacêuticos do Estado de São Paulo. Ele fala em nome de 60 mil trabalhadores do setor do plástico, que têm data- base para reajuste salarial em julho e novembro.
A contribuição da indústria do material plástico para a Previdência Social foi de R$ 988,7 milhões em 2009, de acordo com o Departamento Intersindical de Estudo e Estatísticas Socioeconômicas( Dieese),Se a contribuição fosse de 1% sobre o faturamento, o montante seria bem menor, de R$ 438,9 milhões. Ou seja,as empresas teriam deixado de pagar o equivalente a R$ 549,8 milhões.
Leia a íntegra do "Sindicatos querem fatia da desoneração na folha" no link:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,sindicatos-querem-...
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