Publicado em 13/06/2012 no O Estado de S. Paulo. Por Daniela Amorim.
É o segundo mês consecutivo que o indicador registra recuo - no ano, queda é de 0,9%; cai também o número de horas pagas aos trabalhadores.
A indústria voltou a cortar postos de trabalho em abril, pelo segundo mês consecutivo. O recuo no emprego industrial foi de 0,3% em relação a março, o que levou a uma perda acumulada de 0,9% nas vagas no ano, informou o IBGE.
O número de horas pagas aos trabalhadores também recuou, o que desperta preocupação, pois esse movimento costuma anteceder períodos de demissões na indústria. "A frequência de quedas no número de horas pagas indica que num futuro próximo os empresários tendem a uma redução do emprego industrial, especialmente porque esse recuo (nas horas pagas) tem sido mais intenso do que o do pessoal ocupado", disse Rodrigo Lobo, economista da Coordenação de Indústria do IBGE.
As horas pagas aos empregados encolheram 0,9% em abril em relação a março. Em 2012, a redução acumulada chega a 1,4%. Também houve queda na folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, apesar do aumento da renda nos últimos meses, o que já reflete o movimento de dispensa de funcionários. O valor real da folha de pagamento da indústria caiu 0,5% em abril, após já ter apontado redução de 0,7% em março.
Os dados reforçam a análise de que a economia brasileira está em trajetória descendente, na avaliação do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). "Os dados do IBGE indicam que o emprego vem seguindo os passos da produção industrial - nítida desaceleração desde o segundo semestre de 2011 - e que suas perspectivas de curto prazo não são favoráveis", diz relatório do Iedi.
Em 2012, houve recuo no emprego industrial em 8 dos 14 locais pesquisados. Em São Paulo, que tem o maior parque fabril do País, o corte nas vagas chegou a 3,2% no ano. A queda também atingiu 11 dos 18 setores investigados em todo o País pelo IBGE, com destaque para vestuário (-6,8%), produtos de metal (-5,5%), calçados e couro (-6,6%) e têxtil (-5,3%).
Produtividade. Embora não seja exatamente uma boa notícia, o recuo nas horas pagas gerou um aumento na produtividade industrial, segundo a Tendências Consultoria Integrada. Em abril, a produtividade do trabalho na indústria de transformação aumentou 0,4% em relação a março, calculou a consultoria.
"O aumento da produtividade ocorreu devido à forte queda das horas trabalhadas na produção, mais expressiva que a registrada na produção da indústria de transformação (de -0,4% em abril), o que evidencia o quadro ainda bastante fragilizado da atividade industrial", explicou Rafael Bacciotti, economista da Tendências.
É o segundo mês consecutivo que o indicador registra recuo - no ano, queda é de 0,9%; cai também o número de horas pagas aos trabalhadores
A indústria voltou a cortar postos de trabalho em abril, pelo segundo mês consecutivo. O recuo no emprego industrial foi de 0,3% em relação a março, o que levou a uma perda acumulada de 0,9% nas vagas no ano, informou o IBGE.
O número de horas pagas aos trabalhadores também recuou, o que desperta preocupação, pois esse movimento costuma anteceder períodos de demissões na indústria. "A frequência de quedas no número de horas pagas indica que num futuro próximo os empresários tendem a uma redução do emprego industrial, especialmente porque esse recuo (nas horas pagas) tem sido mais intenso do que o do pessoal ocupado", disse Rodrigo Lobo, economista da Coordenação de Indústria do IBGE.
As horas pagas aos empregados encolheram 0,9% em abril em relação a março. Em 2012, a redução acumulada chega a 1,4%. Também houve queda na folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, apesar do aumento da renda nos últimos meses, o que já reflete o movimento de dispensa de funcionários. O valor real da folha de pagamento da indústria caiu 0,5% em abril, após já ter apontado redução de 0,7% em março.
Os dados reforçam a análise de que a economia brasileira está em trajetória descendente, na avaliação do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). "Os dados do IBGE indicam que o emprego vem seguindo os passos da produção industrial - nítida desaceleração desde o segundo semestre de 2011 - e que suas perspectivas de curto prazo não são favoráveis", diz relatório do Iedi.
Em 2012, houve recuo no emprego industrial em 8 dos 14 locais pesquisados. Em São Paulo, que tem o maior parque fabril do País, o corte nas vagas chegou a 3,2% no ano. A queda também atingiu 11 dos 18 setores investigados em todo o País pelo IBGE, com destaque para vestuário (-6,8%), produtos de metal (-5,5%), calçados e couro (-6,6%) e têxtil (-5,3%).
Produtividade. Embora não seja exatamente uma boa notícia, o recuo nas horas pagas gerou um aumento na produtividade industrial, segundo a Tendências Consultoria Integrada. Em abril, a produtividade do trabalho na indústria de transformação aumentou 0,4% em relação a março, calculou a consultoria.
"O aumento da produtividade ocorreu devido à forte queda das horas trabalhadas na produção, mais expressiva que a registrada na produção da indústria de transformação (de -0,4% em abril), o que evidencia o quadro ainda bastante fragilizado da atividade industrial", explicou Rafael Bacciotti, economista da Tendências.
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