Relações do Trabalho

O Radar das Relações do Trabalho e Sindicais

No O Estado de S. Paulo: "Crise ainda poupa mercado de trabalho"

Publicado em 15/07/2012 no O Estado de S. Paulo. Por Márcia Rodrigues.

Desaceleração econômica não afeta empregos substancialmente. Cenário pode mudar se incertezas permanecerem no ano que vem.


A economia em marcha lenta e a crise financeira internacional não devem afetar o mercado de trabalho de forma significativa neste ano, embora setores da indústria registrem desemprego.

"Se o cenário de desaceleração econômica persistir, podemos começar a sentir um encolhimento, ainda que pequeno, apenas a partir do primeiro quadrimestre do ano que vem. Antes, o cenário continua positivo para a maioria dos setores", prevê o professor da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Luiz G. Brom, doutor em sociologia e especialista em mercado de trabalho.


Segundo Brom, apesar da desaceleração, não há ainda um reflexo no mercado de trabalho. "Se vai apresentar em médio prazo, vai depender da própria performance econômica nos próximos meses. Porém, nós não podemos esquecer de que o Brasil teve altas taxas de crescimento muito recentemente."


Para o economista, mesmo que o País cresça pouco em 2012, ele vai crescer pouco, mas depois de ter crescido muito nos últimos anos. "Estamos em um patamar de atividade muito mais elevado do que há alguns anos. Por outro lado, se o esfriamento continuar, o mercado de trabalho deverá sofrer consequências. Mas no momento nenhuma pesquisa ou indicador demonstra este quadro", diz.


Brom cita como exemplo os indicadores de maio da pesquisa mensal de emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Eles são positivos. Alguns setores, inclusive, demonstram acréscimo." Entre os setores que continuaram com a criação de vagas em alta estão: construção, que passou de 7,7% em maio do ano passado para 7,9% para o mesmo mês neste ano; atividades financeiras, que foi de 15,9% para 16,3% no mesmo período; e serviços, que foi de 17,4% para 17,6% (veja tabela completa acima).

"O único setor que vem registrando queda no número dos postos de trabalho é a indústria", afirma o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), Hélio Zylberstajn.

Segundo o professor, a indústria tem mostrado incapacidade de criar vaga já há algum tempo. "O setor não está conseguindo ser competitivo. Não consegue exportar e vem perdendo mercado interno por conta do aumento das importações."


De acordo como indicador do IBGE, a criação de postos de trabalho foi de 16,7%, em maio de 2011, para 16,1% no mesmo mês deste ano. Outra pesquisa,divulgada na última quinta-feira pela Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), apontou que a indústria paulista fechou sete mil postos de trabalho em junho, registrando uma queda no mês de 0,39% (veja matéria abaixo).


Leia a íntegra do "Crise ainda poupa mercado de trabalho" no link:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,crise-ainda-poupa-merca...

Exibições: 26

Tags: Economia do Trabalho

Comentar

Você precisa ser um membro de Relações do Trabalho para adicionar comentários!

Entrar em Relações do Trabalho

© 2013   Criado por Relações do Trabalho.

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço