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No Estado de S. Paulo: "Crise financeira abala confiança da indústria"

Publicado em 26/10/2011 no Estado de S. Paulo. Por Iuri Dantas.

 

O recrudescimento da crise financeira mundial levou a indústria nacional a pôr o pé no freio e deixou os empresários mais pessimistas sobre produção e vendas nos próximos seis meses. A combinação de maior concorrência com os importados, dificuldades de acesso ao crédito e estoques em alta derrubaram as expectativas dos industriais.

 

Nem sequer o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados foi suficiente para melhorar o quadro.

 

As perspectivas constam na sondagem industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada ontem. O indicador de expectativas sobre o nível de produção para os próximos seis meses caiu para 48,6 pontos em setembro, ante 54,9 pontos em agosto. Nesse tipo de pesquisa, leituras acima de 50 pontos indicam expectativa positiva e, abaixo, negativa.

 

"A indústria vinha de um momento de perda de ritmo e, agora, ouso dizer, vemos uma queda na produção", afirmou Renato da Fonseca, gerente executivo de pesquisas da CNI." O mercado doméstico continua aquecido, mas parte dessa demanda está sendo absorvida por importados." Os dados divulgados pelaCNI representam um dos primeiros canais de contágio do Brasil pela crise financeira internacional, justamente a transmissão via expectativas, que mais preocupa a equipe econômica.

 

Automotivo. A forte concorrência com importados no mercado brasileiro e a competição com carros estrangeiros no exterior levaram os fabricantes de veículos a reduzir suas perspectivas de vendas, que já eram pessimistas, para os próximos seis meses.

 

Segundo a sondagem, o setor marcou 47,1 pontos em setembro, caindo para 45,8 pontos em outubro.

 

A piora de perspectiva ocorre semanas depois de o governo elevar em 30 pontos porcentuais o IPI para os veículos importados.

 

Na ocasião, a equipe econômica avaliou que o setor precisava de garantias para seus investimentos e decidiu encarecer os importados até o fim de 2012.

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Tags: Economia, Economia do trabalho

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