Relações do Trabalho

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Na Revista Exame: "Os novos trabalhadores do Brasil"

Publicado em 06/07/2012 na Revista Exame. Por Alexa Salomão e Patrícia Ikeda. Fotos Kiko Ferrite.  


Mais de 200000 estrangeiros ingressaram no país nos últimos quatro anos para trabalhar em setores que sofrem com o apagão da mão de obra. Muitos são refugiados da crise, mas outros são globalistas - profissionais que já não veem fronteiras no mercado de trabalho.


AO LONGO DOS ÚLTIMOS QUATRO anos, o mercado de trabalho no Brasil sofreu uma reviravolta histórica, e isso se refletiu nos fluxos migratórios com o exterior. O Brasil passou de exportador de mão de obra a um país que recebe de volta os brasileiros que saíram - cerca de 1 milhão retornou. Junto com isso, aumentou a entrada de trabalhadores de outras nacionalidades, em especial de pessoal qualificado. Nesse período, mais de 200000 estrangeiros receberam autorização para exercer trabalho temporário ou em caráter permanente no país. Só no ano passado foram emitidas quase 70000 autorizações. O fenômeno é global. E, em parte, tem relação com o momento econômico. A crise reduziu a oferta de vagas para pessoal bem formado nos países desenvolvidos, ao passo que a expansão das economias emergentes abriu espaço para a contratação de profissionais qualificados - nem sempre disponíveis nesses países. Um levantamento feito pela consultoria Ernst & Young, a pedido de MELHORES E MAIORES, identificou que, hoje, entre os países que mais exportam mão de obra, estão os mais afetados pela crise na União Europeia - ao passo que os que mais recebem são os emergentes com potencial de crescimento. Gregos têm buscado vagas na Austrália e na China. Italianos tentam colocação na Argentina. O Brasil é o destino preferido de portugueses e espanhóis. Em uma reportagem recente, a revista Bloomberg Business Week recomendou o Brasil como uma das cinco melhores opções para os americanos que pensam em emigrar - as demais são Canadá, Austrália, Índia e Rússia. Numa perspectiva mais ampla, a crise aparece como o catalisador de um fenômeno novo: a globalização do mercado de trabalho. "A mobilidade internacional que se vê hoje não é apenas circunstancial", diz Tatiana da Ponte, consultora da Ernst & Young que acompanha expatriados nos140 países em que a consultoria atua. "Faz parte também de uma mudança estrutural na forma de ver o mercado, tanto de empregadores quanto de empregados."


Do lado das empresas, o aumento no fluxo de imigrantes sinaliza que globalizar a busca de talentos faz parte da estratégia para garantir os melhores profissionais. Tradicionalmente, existem duas maneiras de preencher uma vaga, principalmente a que exige mais qualificação. A empresa pode formar a pessoa, o que é eficiente, mas demanda tempo. Ou pode tirá-la de um concorrente, o que significa pagar mais caro por um funcionário cujo retorno é uma incógnita. Recentemente, uma terceira via passou a ser adotada: selecionar os profissionais em países onde a mão de obra é qualificada e farta, e os custos, competitivos, e transferi-los. "Hoje em dia, não interessa para as empresas de onde os funcionários vêm, mas o que eles sabem", diz Ricardo Ferreira, vice-presidente do grupo Alatur, consultoria especializada em mobilidade corporativa.

Multinacionais com operações em vários países já possuem estruturas globais de contratação que facilitam o intercâmbio. No entanto, mesmo empresas que ainda não se internacionalizaram já recorrem a essa alternativa. A G-light, uma empresa de capital nacional com sede em Feira de Santana, na Bahia, foi buscar em Viena, na Áustria, o designer industrial Johannes Diem, de 30 anos. A Glight fabrica lâmpadas, luminárias e acessórios de iluminação e não encontrou no Brasil um profissional que dominasse as ferramentas de informática mais modernas utilizadas para projetar os atuais equipamentos de iluminação. Uma das tarefas de Diem é passar seus conhecimentos aos colegas brasileiros.


Outra vertente dessa mobilidade global é alimentada por indivíduos. Muitos profissionais estão procurando países emergentes por iniciativa própria, por acreditar que podem enriquecer o currículo e melhorar os rendimentos atuando em economias com potencial de desenvolvimento, como a brasileira. Esse grupo faz parte de uma nova geração que não vê fronteiras no mercado de trabalho. Os especialistas de recursos humanos apelidaram esses trabalhadores de globalistas. Os primeiros atuavam nos setores de petróleo e mineração, motivados pela própria dinâmica da exploração de matérias-primas que, a cada reserva localizada e explorada, demanda o movimento de levas de profissionais qualificados pelo mundo afora. Hoje, no entanto, já é possível encontrar globalistas nas mais diversas áreas. O chileno Ismael Rivera Rebolledo, de29 anos,técnico em informática,pediu demissão do emprego que tinha em Santiago porque acreditou que o mercado brasileiro lhe ofereceria oportunidades mais vantajosas. Desembarcou no Rio de Janeiro em 2008 sem nenhuma oferta de trabalho, mas, em três meses, já estava empregado como analista de suporte técnico na Lumis, empresa carioca de serviços de tecnologia. O casal venezuelano Irene Ferrer, de 30 anos, e Rafael Zapata, também de 30, segue uma cartilha parecida. Depois de trabalhar em Caracas nas multinacionais Colgate-Palmolive e L'Oréal, Irene pediu demissão para fazer um MBA na IE Business School, na Espanha. Enquanto isso, Zapata, gerente da área financeira da empresa de consumo P&G, aceitou uma promoção para trabalhar no Panamá. Em2010, ambos decidiram se mudar para o Brasil. O marido conseguiu uma transferência, e Irene, que chegou desempregada, alcançou, em oito meses, o cargo de gerente na divisão de tintas decorativas da sueca AkzoNobel, em São Paulo.


Numa perspectiva histórica, não é exagero dizer que os trabalhadores vindos de outros países ajudaram a constituir as bases da economia nacional. Em sua maioria, eram campesinos ou artesãos que fugiam da pobreza, da guerra e da falta de horizonte nos países de origem. No entanto, vieram munidos de uma força de vontade para o trabalho que se mostrou excepcional. Os primeiros chegaram no século 19. O Império distribuiu cidadania e terras, principalmente a alemães e italianos, para povoar a Região Sul, sempre ameaçada por invasões dos vizinhos hispânicos. O mo. delo de plantio em minifúndios, adotado até hoje na Serra Gaúcha para o cultivo da uva, é herança desses precursores.

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FAZ PARTE DA NOVA ESTRATÉGIA DAS EMPRESAS GLOBALIZAR A BUSCA DE TALENTOS

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Da segunda metade do século 19 à primeira metade do 20, o Brasil abriu os portos para imigrantes do mundo inteiro que estivessem dispostos a substituir o trabalho braçal dos escravos alforriados na lavoura do café ou tornar-se operários na nascente indústria local. Estima-se que nessa época vieram para cá 5 milhões de estrangeiros. Entre eles estavam os fundadores de muitos negócios que hoje integram a lista dos 200 maiores grupos em operação no país. O prussiano Johannes Heinrich Kaspar Gerdau, fundador do grupo siderúrgico Gerdau (1021ugar no ranking dos 200 maiores grupos), chegou em 1869 e estabeleceu-se em Porto Alegre com o nome de João Gerdau. O português Valentim dos Santos Diniz desembarcou no Rio de Janeiro em 1929. Encantado com a beleza do Pão de Açúcar, guardou o nome do morro para batizar a doceria que fundou em São Paulo e deu origem ao maior varejista do país (8° posto na lista dos maiores grupos).


Hoje, a maioria dos novos imigrantes é requisitada porque tem uma formação mais sofisticada e pode contribuir para ajudar o Brasil a ingressar em um novo ciclo de desenvolvimento. O setor recordista em importação de conhecimento é a cadeia de petróleo e gás. De 2008 a 2011, empresas dessa área contrataram quase 60000 estrangeiros. Na lista de trabalhadores estão nacionalidades com pouca representação no país, como filipinos e indianos. Esses profissionais ajudam a criar as tecnologias para a exploração do pré-sal, desafio sem precedente na história do setor petrolífero, já que nunca se extraiu o óleo de águas tão profundas e a tanta distância da costa. Outra área atrativa é a construção civil, que chama a atenção principalmente dos espanhóis. A Espanha passou por uma explosão imobiliária ao longo da década passada e a atual crise ceifou vagas principalmente na construção civil. Em contrapartida, o Brasil vive um novo ciclo de obras de infraestrutura e carece de trabalhadores especializados nesse setor. "Existem milhares de engenheiros, arquitetos e outros profissionais ligados ao mercado de construção interessados em ingressar no Brasil para suprir as carências que o país tem nesse campo", diz a espanhola Maria Luisa Castelo, diretora executiva da Câmara de Comércio Espanhola no Brasil. A taxa de desemprego na Espanha chega a 24% e quase 2 milhões de espanhóis vivem em outros países para garantir um emprego. O Brasil já é o terceiro mais procurado, depois da Argentina e de Cuba.

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O IMIGRANTES FUNDARAM MUITOS DOS 200 MAIORES GRUPOS BRASILEIROS

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Isso não significa que o Brasil não está atraindo profissionais menos qualificados. Eles também estão vindo, mas, não raro, na clandestinidade. Autuações do Ministério do Trabalho já encontraram bolivianos em confecções trabalhando em situação análoga à de escravos. Batidas da Polícia Federal para coibir a pirataria em shoppings irregulares flagraram coreanos e chineses vivendo como clandestinos. Também foram encontrados refugiados haitianos na Zona Franca de Manaus. Esses estrangeiros ocupam vagas menos qualificadas e recebem salários baixos, que muitos brasileiros recusam.

Ciente de que o Brasil precisa de força externa, a postura do governo tem sido mais flexível. De um lado, está liberando visto para profissionais qualificados. De outro, tem concedido anistia a ilegais. Cerca de 45000 clandestinos foram legalizados em 2009. O maior de todos os avanços na esfera legal, no entanto, será a aprovação do projeto da nova lei de imigração, que está no Congresso. O atual Estatuto do Estrangeiro, de 1980, foi elaborado pelo regime militar e impõe restrições sem sentido aos forasteiros. Um exemplo: proíbe que eles participem de atos públicos. Isso significa que seria possível dar voz de prisão aos ambientalistas de outras nacionalidades que estiveram em manifestações na Rio+20. "Somos um país que sempre recebeu bem os imigrantes", diz Paulo Abrão, secretário do Ministério da Justiça. "A nova lei vai preservar essa tradição e ampliar os direitos dos estrangeiros no Brasil."

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ISMAEL RIVERA REBOLLEDO / CHILE

ANALISTA DE SUPORTE TECNICO NA LUMIS

De férias no Brasil, Ismael Rebolledo, de 29 anos, soube por um amigo que o déficit de trabalhadores na área de TI era espantoso - 115000 vagas em aberto, segundo dados do IBGE. Apesar de ter emprego e perspectiva de carreira em Santiago, onde a economia vai bem, Rebolledo não teve dúvida de que as melhores oportunidades estavam no Brasil. Pediu demissão e desembarcou no Rio de Janeiro em janeiro de 2008 sem ter sondado uma única empresa para trabalhar. Não se arrependeu. Em três meses - tempo que gastou para tirar o visto de trabalho - conseguiu o primeiro dos três empregos que já teve no país. Mal ele se acomoda numa empresa, recebe proposta de outra. Com as mudanças, já dobrou o valor de seu salário.


IRENE FERRER / VENEZUELA

GERENTE DE PRODUTOS NA AKZONOBEL


A venezuelana Irene Ferrer, de 30 anos, é o que se chama hoje de profissional "globalista" não vê fronteiras no mercado de trabalho e vai para onde estiverem as melhores oportunidades. Depois de trabalhar em Caracas, nas multinacionais Colgate-Palmolive e L'Oréal, pediu demissão para fazer um MBA na IE Business School, na Espanha. Em 2010, com o marido, mudou-se para São Paulo em busca de emprego, levada pelas notícias de que o novo ciclo de desenvolvimento no mundo se dará em países do bloco Bric, como o Brasil. Oito meses depois de sua chegada ao país, ela estava empregada no cargo de gerente da divisão de tintas da sueca AkzoNobel.


JOSEPH EDOURD / HAITI

AUXILIAR DE EXPEDIÇÃO NA CALIMPIMPORTADA


Depois do terremoto que devastou o Haiti em 2010, muitos refugiados vieram para o Brasil em busca de trabalho, e o governo tem facilitado o visto permanente para esses imigrantes. Como Joseph Edourd, de 25 anos, a maioria se candidata a trabalhos braçais que boa parte dos brasileiros passou a rejeitar. Edourd cursava ciências contábeis no Haiti, mas, em 2011, desistiu da faculdade e imigrou para Manaus, no Amazonas. Neste ano, veio para São Paulo em busca de um salário melhor e conseguiu uma vaga como estoquista no setor de distribuição da Calimp Importadora. Agora, planeja voltar aos estudos.


JOHANNES DIEM / ÁUSTRIA

DESIGNER INDUSTRIAL NA G-LIGHT


Representantes da empresa baiana G-light - que produz lâmpadas, luminárias e acessórios de iluminação - precisaram sair de Feira de Santana e viajar até Viena, na Áustria, para encontrar o designer industrial Johannes Diem, de 30 anos, especializado em projetos de iluminação. O austríaco domina ferramentas de informática modernas - como softwares que simulam os equipamentos de iluminação e seus efeitos em 3D - ainda desconhecidas por profissionais brasileiros, mas essenciais para a criação de uma nova geração de produtos planejada pela G-light. Entre suas tarefas está montar a área de pesquisa e desenvolvimento da empresa. Diem não veio para ficar. Acertou um contrato de dois anos, pelas suas contas, tempo suficiente para que possa transferir a tecnologia que domina aos colegas brasileiros.


LIU WEI / CHINA

DIRETOR DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE SISTEMAS DA STATE BRIDGE


Na lista de países que mais recebem autorização para trazer profissionais em caráter permanente para cargos de chefia no Brasil, a China chegou em 2011 a uma posição inédita - o quarto lugar, superando pela primeira vez a Espanha. Hoje há 723 profissionais chineses atuando como diretores ou gerentes no país. São executivos como o engenheiro elétrico Liu Wei, de 40 anos, que trocou Pequim pelo Rio de Janeiro em 2011. Na China, onde há muita oferta de emprego, mas também muitos profissionais qualificados, Wei se sentia mais um na multidão de trabalhadores. No Brasil, onde sua qualificação é considerada diferenciada, ele se considera mais valorizado do que em sua terra natal.

BLANCHE - MARIE FELIER / FRANÇA

ENGENHEIRA NAVAL NA BUREAU VERITAS


Nos últimos quatro anos a demanda por profissionais qualificados em atividades ligadas à exploração de petróleo trouxe 57 000 estrangeiros para o país. Entre eles está a engenheira naval francesa Blanche-Marie Felier de 30 anos. Após passar seis anos na sede da Bureau veritas em Paris, Blanche-Marie pediu transferência para o Rio de Janeiro em 2011. Especialista na segurança de navios, ela coordena a filial brasileira e ajuda a treinar novos engenheiros. Sua decisão de trocar de país levou em conta dois fatores: acompanhar o crescimento de um país emergente e fugir da estagnação na Europa.


FÁBIO NICORA / ITÁLIA

ENGENHEIRO DE PRODUTO SÊNIOR NA IVECO


Depois de muitas viagens ao Brasil para atender clientes, o engenheiro Fábio Nicora, de 38 anos, resolveu se mudar definitivamente para Minas Gerais em janeiro de 2011. De olho no mercado consumidor da América Latina e casado com uma brasileira, o italiano desembarcou aqui sem trabalho. Mal chegou e foi contratado pela subsidiária da montadora italiana Iveco, do grupo Fiat, para fazer parte da equipe de sustentabilidade. Nicora desenvolve pesquisas em novas tecnologias, como projetos ligados a combustíveis alternativos para caminhões - área com carência de profissionais especializados no Brasil.


FERNANDO FLORES / ESPANHA

DIRETOR NA T2O


Depois de fazer uma carreira sólida nas áreas de vendas e de marketing de empresas como Oracle, Telefônica e Compaq, e virar um bem-sucedido empresário na área imobiliária, o espanhol Fernando Flores foi obrigado a fazer, aos 52 anos de idade, o que considerava inimaginável - fechar sua empresa antes que fosse à falência, aceitar o emprego num país distante e ficar longe da filha, que mora com sua ex-mulher em Madri. Mas o convite, em 2011, para abrir a filial brasileira da T20 - empresa espanhola de marketing online - foi a tábua de salvação. Quase 2 milhões de espanhóis deixaram o país em busca de trabalho, e o Brasil tornou-se o terceiro destino mais procurado por esses refugiados da crise.


KATIA ACOSTA / PARAGUAI

COSTUREIRA


Katia Acosta, de 22 anos, faz parte do grupo de latino-americanos que encontraram no setor têxtil uma fonte de renda na capital paulista. Há mais de dez anos, os pais da paraguaia vieram para o Brasil e abriram uma pequena confecção de roupas na casa onde moravam. Em 2010, sem grandes perspectivas de trabalho no Paraguai, onde havia ficado, a jovem e seus cinco irmãos resolveram se mudar para ajudar na oficina de costura dos pais. Hoje, a família produz cerca de 150 peças de roupa por semana e fornece para uma loja no Brás, bairro da região central de São Paulo.

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Infográfico = SOBRA LÁ, FALTA AQUI


A crise nos países desenvolvidos e o apagão da mão de obra no Brasil abriram espaço para a imigração de trabalhadores


A CONCESSÃO DE VISTOS DE TRABALHO CRESCEU 60% NOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS

2008 - 44 000

2009 - 43 000

2010 - 56 000

2011 - 70 500


A MAIORIA DOS VISTOS CONCEDIDOS FOR PARA TRABALHOS TEMPORÁRIOS


96% temporários

4% permanentes

As funções mais requisitadas por empresas instaladas no Brasil foram:


PROFISSIONAL ESPECIALIZADO PARA TRABALHO EM PLATAFORMA DE PETRÓLEO

Crescimento: 17%

2010 - 15 206

2011 - 17 738

Países de origem:

Estados Unidos - 10%

Reino Unido - 10%

Índia - 8%

Filipinas - 20%

Outros - 52%

TÉCNICO RESPONSÁVEL POR TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA

Crescimento: 31%

2010 - 4 232

2011 - 5 540

Países de origem:

Japão - 8%

China - 10%

Estados Unidos - 15%

Alemanha - 7%

Outros - 60%


EXECUTIVO


Crescimento: 32%

2010 - 1 015

2011 - 1 338


Países de origem:

Portugal - 10%

Coreia - 13%

Espanha - 9%

Japão - 19%

Outros - 49%

Fonte: Ministério do Trabalho e do Emprego

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